A Câmara de Vereadores de Laranjeiras do Sul realizou, nesta segunda-feira (16), a 7ª sessão ordinária de 2026, sob a presidência do vice-presidente Ivaldonir Panatto. A condução dos trabalhos ocorreu em razão da ausência do presidente Juvinha Viola, que cumpre agenda oficial em Brasília acompanhando o vice-prefeito Ademilson de Moraes.
Durante o expediente, dois projetos de lei deram entrada na Casa. O Projeto de Lei nº 009/2026, de autoria do Poder Executivo, solicita autorização para desapropriação e indenização de imóvel urbano destinado à construção do AME 3 – Ambulatório Médico de Especialidades em Laranjeiras do Sul (ASSISCOP). A proposta tramitará em regime de urgência.
Também foi apresentado o Projeto de Lei nº 006/2026, de autoria dos vereadores Valdecir Giordani e Valeide Scarpari Lascoski, que estabelece a obrigatoriedade da disponibilização de QR Code nas placas de obras públicas do município. A medida visa ampliar o acesso à informação e fortalecer a fiscalização eletrônica por parte da população.
Ambos os projetos foram encaminhados para análise das comissões permanentes de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento, e Obras e Serviços Públicos, que deverão emitir pareceres antes de seguirem para votação em plenário.
Ainda durante a sessão, foi protocolado o Requerimento nº 002/2026, também de autoria dos vereadores Valdecir Giordani e Valeide Scarpari Lascoski, solicitando informações ao Executivo sobre a realização da Expoagro 2026. Além disso, deram entrada 15 indicações apresentadas por diversos vereadores, contemplando demandas de melhorias tanto na área urbana quanto no interior do município.
No Grande Expediente, a convite do vereador Juvinha Viola, fez uso da palavra a diretora do Departamento de Agricultura, Marli Dalmolin, que apresentou dados relevantes sobre a coleta de resíduos no município. Segundo ela, a média mensal de resíduos orgânicos domésticos é de 474 toneladas, enquanto os resíduos recicláveis somam cerca de 45 toneladas mensais, com aproveitamento entre 37 e 40 toneladas comercializadas pela associação de catadores da Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR).
Marli destacou ainda que o município investe mensalmente R$ 36.000,00 em contrato fixo com a associação, além de detalhar os custos da coleta e destinação final dos resíduos. O custo por tonelada de coleta de lixo orgânico é de R$ 388,16, enquanto a destinação final representa R$ 333,13 por tonelada.
Na Ordem do Dia, os vereadores aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei nº 003/2026, de autoria dos vereadores Juvinha Viola, Rodrigo Rocha Loures, Ivaldonir Panatto e Almir de Paula Xavier, que declara a Associação Defensora dos Animais – ADEPA como entidade de utilidade pública municipal. O reconhecimento é de grande importância, pois possibilita à entidade ampliar o acesso a recursos, firmar parcerias com o poder público e fortalecer suas ações em defesa e proteção dos animais no município.
A Câmara de Vereadores agradece a presença do público que acompanhou os trabalhos no plenário, em especial aos pais e alunos do Jiu-Jitsu, bem como a todos que acompanharam a transmissão pelas redes sociais.